Poesias e Mensagens Virtuais

Mensagens de Beto Rocha

Cicatrizes da vida

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Categoria: Reflexão

Cicatrizes da vida
Autor: Beto Rocha

Cicatrizes da vida
Marcas de sofrimentos
Voltei ao tempo
Deixado naquele lugar
Através do meu pensamento
Meu passado voltou
As sequelas ficaram
Não dá prá esconder
Feridas na alma
Voltei a viver
Sonhos impedidos
Não puderam acontecer
Traumas intensos
Delírios imensos
Frio como a noite
Duram uma eternidade
No silêncio da madrugada
Não quero sentir saudade.
Quando me vejo
Estou em busca de perguntas
O pensamento me leva
Cenas tristes me perseguem
Não consigo contê-las
Pela noite inteira
São apenas pesadelos
Quanto tempo perdido
Esquecido na noite
Deixado em algum lugar
Sob a mira de um revólver
Na mesa de um bar
Cicatrizes da vida
Me obrigam a mudar
Não corram esse risco
Sigam os meus conselhos
Aprendam com os meus erros
Façam de mim um espelho. 

Ladrão de vidas

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Categoria: Paz

Ladrão de vidas
Autor: Beto Rocha

Gritos na madrugada,
Gemidos de vidas
Sem piedade
Nem escrúpulos
Cidade que não fala
Que fecha os olhos
Para não ver
Um corpo jogado no chão,
Criminosos da noite
Num campo de concentração
Tramas e roubos,
Roubos de vidas e consciências
O silêncio prevalece
Punhos de ferro,
Assaltantes sem máscaras
Roubando dinheiro
Manchado com sangue inocente
Mãos que matam,
Assaltam e espancam
Monstro com motosserra,
Choro e agonia
Triste vida
Ou triste morte?
Sem braços
Nem mais carinhos,
Sem pernas
Nem mais caminhos
Sem palavras
Nem cabeças
Quente máquina fria
Mãos criminosas,
Vidas sem volta
Escolta para a morte
Famílias sem membros
Ninguém vê
Loucuras pelo poder
Direitos comprados
Sem testemunhas
Na calada da noite
Que fazem assembléias
Quem será a próxima vítima?
Cadê a paz
Que não volta mais?
Cadê a alegria
Que não me faz mais companhia?
Ninguém pode matar
Um sonho de liberdade
No silêncio da madrugada. 

Duas vidas e um só coração

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Categoria: Família

Duas vidas e um só coração

Autor: Beto Rocha

Você é o meu único amor
A alegria do meu dia
A razão do meu viver
O meu mundo no mundo
Um pedacinho de você.
A semente que faz germinar
A árvore que precisa do inverno pra sobreviver
A sua falta me consome
É o fruto que sacia minha fome
Quero gritar o seu nome
Chega de tanto sofrer.


Sofro uma saudade imensa
Como se fosse um passarinho
Sentindo a sua ausência
Precisando de carinho.
Fico com ansiedade
Esperando a sua volta
Estou morrendo sozinho
A sua importância não tem distância
Dentro de mim existe uma emoção
Você está no meu ser
Sinto a batida de um coração
Sou um pedacinho de você.


A saudade está no fim
Tive uma grande alegria
Você é minha fascinação
Ninguém pode separar
Duas vidas e um só coração. 

Garoto de chinelo

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Categoria: Reflexão

Garoto de chinelo
Autor: Beto Rocha

 

Ah! Se eu pudesse
Ser criança novamente
Faria tudo diferente!
Como é difícil ser adulto!
Ter que mentir com excesso
Isso prá criança é um insulto
Fazer da corrupção
Uma escada para o sucesso
Sociedade hipócrita!
Para subir na vida
Destrói seus princípios
Se flagela no mar da violência
Mata a sua própria consciência
Se torna prisioneiro da ambição
Nada na lama da corrupção
Não queira ser adulto
Criança sem infância!
Tudo em suas mãos é um brinquedo
Você sim, é feliz e não sabe
Não queira jamais crescer!
Neste mundo desonesto
De muita hipocrisia
De sequestro todo dia
Faça do mundo o que quiser
Não ouça os que falam de ti
Garoto de chinelo!
A vida não brinca com a gente
Pula o muro de Berlim
Pega o martelo
E bate na consciência
Deste adulto país,
Seja sempre sincero.

Sereia do mar

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Categoria: Amor

Sereia do mar
Autor: Beto Rocha

Num cantinho do mundo
Em uma praia deserta
Eu caminhava sozinho
Na beira do mar
Chutando a saudade
Nesse mundo infinito
De águas sem fim.
Alguém surgiu
Do fundo do mar
Mar adormecido
Um corpo molhado
No meio das ondas
Muito bem desenhado
Olhei para o céu
As gaivotas voando
Regendo uma canção
Olhei para o mar
Uma sereia cantando
Seu canto apaixonante
Me chamou atenção
Você veio de algum lugar
Eternamente mulher
Uma verdadeira paixão
Um corpo esculpido
Parecendo um violão
Não volte para o oceano
Eu te ensino a amar
Me beije
Me faça feliz
Uma sereia do mar
Foi o que eu sempre quis. 

Billy - meu melhor amigo

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Categoria: Reflexão

Billy - meu melhor amigo

Autor: Beto Rocha

Março de 2002. Caminhando pelas ruas de uma cidadezinha do interior da Bahia chamada Porto Seguro, encontrei um velhinho sentado na calçada pedindo esmolas. Ao seu lado, um cachorro magro que me apresentou como seu melhor amigo e que protegia o único bem que ainda lhe restava, sua pobre e miserável vida. Alimentava-se de restos de comida e migalhas de pão que os outros deixavam no lixo. Sentei-me ao seu lado e pedi-lhe que me contasse uma história e logo que terminasse lhe daria uma moeda. E com grande riqueza de detalhes, com simplicidade e fala mansa começa a me contar:
- Havia um homem rico, bom pai de família e muito trabalhador, vivia com sua esposa, sua única filha e seu cachorro Billy que guardava sua linda casa. Também com eles morava uma empregada. Eram rodeadas de muitos presentes e jóias caríssimas. Ele não lhes deixava faltar nada, talvez para substituir sua ausência, pois o mesmo não tinha tempo para os dois únicos amores de sua vida. Dessa forma referia-se a elas perante os amigos como a razão do seu viver, seu único bem querer. Todavia, só pensava em trabalhar, trabalhar, trabalhar, já que ele tinha traumas de um passado triste, de fome, miséria e humilhações nas casas dos outros, quando era apenas uma criança fraca e indefesa. Por isso, a sede de conquistar cada vez mais, enquanto era ainda jovem. Uma noite, ao retornar a sua casa se deparou com pegadas de sangue na escada. Quando entrou, seu desespero foi ainda maior: encontrou também, alguns retalhos de roupas rasgadas e manchadas de sangue no chão, parte de um dedo com um anel que ele dera a sua esposa como presente de casamento. Ficou totalmente enfurecido com a cena que presenciou.
Percebendo que as pegadas eram do seu cachorro, teve a certeza que o mesmo matara sua mulher e filha. Estava ainda segurando o revólver quando o cachorro apareceu saindo do corredor que dava acesso ao último quarto da casa, com a boca suja de sangue e abanando o rabo. Sem pensar em nada, engatilhou a arma e disparou, matando assim seu melhor amigo, em seguida começou a chutá-lo dizendo:
- Seu assassino, você matou minha esposa. E chorando muito desabafou:
- Eu a amava mais que minha própria vida!
Tendo em vista a tragédia e desesperado passou a culpar a todos, inclusive ao próprio Deus. Então passa a fazer interrogações fortes, cheias de lamentos pelo que aconteceu.
- Por quê? Por que meu Deus? Logo comigo isso aconteceu? Nunca fiz mal ao próximo, sempre ajudei a quem precisa, quando uma pessoa tem alguma coisa pra me falar, sempre escuto e dou até bons conselhos quando me pedem. Eu que acredito sempre nos meus melhores amigos.
Estava ainda em pé, chorando muito, quando chegaram à sala sua mulher e sua filha aos gritos:
- Papai, o Billy salvou nossas vidas e nossa casa!
Foi então que elas viram o pobre cachorro caído no chão e ele ainda com a arma na mão. Abraçou-as. Em seguida se afastou delas, deitou a cabeça em cima do seu cachorro e chorou copiosamente... Logo depois disparou o revólver contra sua própria cabeça, caindo morto em cima do seu melhor amigo.
O velhinho continuou contando sua história:
- E o ladrão depois de pular o muro, ensangüentado, saiu correndo pela rua, sendo preso pela polícia que havia sido acionada pelos vizinhos. O mesmo foi julgado e continua pagando sua pena até hoje.
- Como é que o senhor sabe que ele continua pagando sua pena até hoje? -Perguntei eu ao velhinho. E ele mostrando a mão direita falou:
- É simples meu amigo, o ladrão sou eu! 

O desejo de Luiza

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Categoria: Reflexão

O desejo de Luiza
Autor: Beto Rocha

Luisa era uma menina que só tinha 12 anos, mas já sonhava sonho de gente grande: o de vencer na vida, nos estudos, ter um bom emprego, enfim... ser muito feliz.
Ela vivia em uma pequena casa, onde morava junto com o pai. Mas algo lhe faltava. Existia uma profunda tristeza em seu olhar. O que seria então? Era uma coisa que todo mundo queria saber. De vez em quando alguém pegava Luisa chorando! O que teria acontecido com Luisa? Tempos depois fiquei sabendo que a tristeza de Luisa era porque sua mãe havia falecido em um acidente de carro. Então ela pedia muito a Deus pra ver sua mãe novamente, nem que fosse pela última vez.
Era noite quando Luisa foi para cama, não demorou muito e começou a dormir como um anjo. Dormiu bem a noite inteira, quando, de repente, o celular toca e avisa, são 06h30min “da manhã”.
- Hora de levantar, Luisa! Fala seu pai.
Ela levanta e diz:
- A benção, pai!
Seu pai responde:
- Deus te abençoe, minha filha!
Luisa levanta e vai escovar os dentes, depois senta na cadeira para tomar café. Agradece a Deus por mais um dia e pelo alimento que está na mesa. Toma o café da manhã, se arruma, espera as colegas passarem e sai para mais um dia de aula.
Mas dizia no seu coração: “Hoje o meu dia vai ser um dia diferente!”
No início parecia um dia normal, ou seja, mais um dia de rotina no cotidiano dela. Luiza fala consigo mesma: “O meu dia tem que ser um dia diferente!” Repetia isso várias vezes! Porém, nada acontecia. Chega a hora do lanche! Fica passeando com as colegas para lá e para cá. Aproxima-se um menino, daqueles bem chatos:
-Luisa me dá uma chance, vai! Ela, nem dá bola, pois isso era comum no seu dia-a-dia. Mas não se conformava, porque transcorria um dia normal, como outro qualquer. Tinha que ser diferente para ela, e nada acontecia de novidade. Até a dor da saudade era a mesma. A sirene toca, são 11h45min, hora de ir embora. Saiu caminhando com as colegas de volta para casa um pouco triste, porque seu dia não foi diferente. Chega em casa, guarda a mochila, tira a roupa e vai tomar banho para almoçar. Quando Luisa se aproxima da mesa e tem uma grata surpresa, viu três pessoas sentadas, sua mãe, seu pai e ela. Não acreditou no que viu, olhou para o seu pai para contar a ele e quando voltou o olhar onde viu sua mãe, ela não estava mais lá. E achou que poderia ser a dor da saudade, por isso o motivo da visão. Seu olhar ficou melancólico, pois doía tanto que era como uma espada afiada, que atravessada no peito cortava toda a alma e medula, parecia uma doença incurável, que os médicos teriam lhe dado à sentença de morte, de tanto sofrimento. Seu pai percebeu alguma coisa, viu Luisa indiferente e perguntou:
- É saudade de sua mãe, minha filha?
Disse Luisa:
- Sim, papai, é.
- Deus a levou para junto d’Ele, nunca esqueça dos conselhos que ela lhe dava. Dessa forma, ela estará sempre em sua mente e no seu coração.
Mas Luisa sentia que teria ainda um dia diferente. Chega a noite, janta e vai assistir um pouco de televisão. As horas se passam cada vez mais depressa.
- Hora de dormir! -diz o seu pai.
Luisa vai para a cama. Senta para orar e agradecer a Deus pelo dia. Quando deita, sua mãe aparece sentada na beira da cama. Luisa, sem nada entender, ainda atônita fala:
- Mãe, a senhora voltou! Pedi tanto a Deus que a senhora voltasse que Ele resolveu me atender.
Abraçam-se e Luisa chora tanto nos braços de sua mãe, que lava seus cabelos com o seu pranto, da imensa saudade que sentia.
Sua mãe, no entanto, apareceu realmente bem diferente. Num vestido branco e longo, banhado do mais fino ouro de tão bonito que era. Seus cabelos, claros como o raiar de um novo dia, longos como as palhas de uma palmeira, trazia alguns nomes em forma de mensagens em cada uma das pontas, como se fosse algum significado ou aviso. Um semblante calmo e sereno, um pouco transparente, assim como um anjo de Deus, ou aqueles que a gente vê em um daqueles filmes de TV, talvez até aquele que a gente sonhou um dia. Em volta do quarto, uma luz muito forte que encandeava a vista de quem estivesse próximo dali, por brilhar muito.
Ela começou a falar com uma voz branda e paciente:
- Luisa, minha filha querida, eu vim lhe ver pela última vez, estava com muitas saudades suas! Vim dizer que nunca esqueça os meus conselhos, estou muito feliz por você continuar seus estudos, você tem sido uma ótima filha para o seu pai, tem se desviado do mal, sei que tenho permanecido em seus pensamentos, o que falei um dia a você, sei que ainda reflete nas suas mais claras lembranças, desde quando você era ainda uma pequena criança, até os dias de hoje, pratique a bondade, a caridade, o amor. Assim você estará plantando boas sementes no céu. No devido tempo, Deus dará seu crescimento e frutos com abundância. Realize todos os seus sonhos, minha filha! Desejo a você toda felicidade do mundo! Este é o meu último...
Sua mãe nem terminou de falar, quando o despertador toca e avisa: são 06h30min da manhã. Luisa levanta-se para mais um dia de aula.
Ficam agora as perguntas: foi a saudade, vontade de ver sua mãe, visão, sonho ou finalmente o amor, que transcende a qualquer entendimento, e vai em busca de ultrapassar as barreiras do pensamento entre o imaginário humano e transporta-se até o psíquico, que envolve a mente e o coração, e não se sabe mais o que é realidade, fantasia, desejo próprio ou delírios, que fez com que a mãe de Luisa aparecesse a ela? 

Minha pequena Xapurí

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Categoria: Família

Minha pequena Xapurí
Autor: Beto Rocha

Vou contar a todos vocês
Um causo que aconteceu
Na minha pequena Xapurí
De muita gente importante
Terra de Glória Peres, Armando Nogueira
Chico Mendes e Sebastião Vasconcelos
Onde o pôr-do-sol nasce sempre mais belo
Do que em outro lugar
Meu pai era um artista de verdade
No clube municipal
O melhor tocador da cidade
Seu nome era Raimundo Estanislau
Um homem “galantiador”
Gostava de muitas mulheres
Era um grande conquistador.

Eu era apenas uma criança
Vivia correndo no “quintá”
Fazendo estripulias no meio no “matagá”
Um dia meu pai foi pro roçado
Eu “siguia” de perto ao seu lado
Ele” trabaiô” de manhã na lida
Quando “oiô” para o sol que ardia
Já era quase “mei” dia
Meu pai disse: meu ”fi”, “avia”
Vai buscar minha bóia
Pra “mode” eu “cumê”
“Tô” com muita fome
Acho que vou morrer
“Vamu” meu “fi” “avexe”
Eu comecei a dizer
Essa é nossa sina aqui
‘‘Nós não tem” sorte na vida
Na minha pequena Xapurí.

Eu “peguei, curri, curri”
Pra “mode” não “apanhá”
Subi uma grande ladeira
Eu era apenas um menino “buchudo”
Falando muita besteira
Tinha tudo na barriga
Tinha vento, só não tinha “cumida”
Tava mais perto da morte do que da vida
Eu só reclamava de fome
Só pensava em “cumida”
Será que ele não vê
Eu também tenho que “cumê”
Olha a cor da minha pele
“Tô” um amarelo “impambado”
Meu ”bucho” “ta” vazio
Vou tomar água do rio
Pra “mode” encher a barriga
Essa é nossa sina aqui
‘’Nós não tem’’ sorte na vida
Na minha pequena Xapurí

Cheguei lá na minha cas
Assoalho de paxiúba
Coberto de ‘’paia’’ do mato
Assim era nossa moradia
Peguei a bóia no prato
Sentei no chão com alegria
Passei a comer tudo que tinha
Minha mãe deu um grito
Meu “fi” essa bóia é do seu pai
Não podia nem “cumê”
Levantei de um pulo só
De repente comecei a suar
A bóia logo quis voltar
Essa comida é forte meu fi
Mãe acho que vou “dismaiá”
Naquele tempo saiba vocês
Quem “trabaiava” no pesado
Se alimentava com mais “sustância”
Se não “dismaiava” no roçado
Essa é nossa sina aqui
‘’Nós não tem’’ sorte na vida
Na minha pequena Xapurí

Sua bóia é essa daqui
Um “bucadim” de arroz no fundo do prato
Um “pedacim” de carne do mato
Só comia carne de verdade
Quando mordia a língua enganado
Ou quando o meu pai vinha na cidade
Feijão só a raspinha, pra ‘mode” economizar
Macarrão um sonho distante
Assim era a nossa vida errante
Achava que Deus tinha de nós se esquecido
Rezava o pai nosso várias ave Maria
Pedia a são Sebastião
O padroeiro da cidade
Até nossa senhora aparecida
Nós não tinha felicidade
Essa é nossa sina aqui
‘’Nós não tem’’ sorte na vida
Na minha pequena Xapurí

Cheguei lá no roçado
Procurei meu pai ao lado
Achei ele no chão
Peguei ele pela mão
Com tanta demora assim
Achei que tinha “dismaiado”
Aí me apavorei, fiquei muito assustado
Quando vi o meu pai caído no chão
Pensei logo que tinha morrido
Gritei: Pai, Pai,
Pequei no seu rosto frio
Ele “dispertô” e disse: o que é isso meu fi?
Ai, graças a Deus ele “ta” vivo!
O que o senhor faz aí no chão
Meu fi fui a sua procura
Deitei aqui nessa sombra
Pra” mode” passar a tontura
Essa é nossa sina aqui
‘’Nós não tem’’ sorte na vida
Na minha pequena Xapurí

A tarde já tinha começado
Bateu uma diarréia danada
Fomo embora do roçado
Logo minha mãe teve uma idéia
“Vamo” embora daqui
Da nossa pequena Xapurí
Quero que vocês “istude”
E quando “crescê” me ajude
A não passar mais fome na vida
“Viemo” de lá prá cá de canoa
“Remano” sete “dia” com sete “noite”
“Passamo” muito “aperrei”
Alagação dentro da embarcação
Cobra no porão da canoa
Seis “minino” “sentado” nos “banco”
Depois de vários dia de viaje
‘’Viemo ” “pará” em Rio Branco
Tomara que a nossa sina aqui
Nós tenha mais sorte na vida
Do que na nossa pequena Xapurí

Coração sem juízo

Nota 1Nota 2
Nota 3Nota 4
Nota 5Nota 6
Nota 7Nota 8
Nota 9Nota 10
Categoria: Amor

Coração sem juízo

Autor: Beto Rocha

Quantas vezes na vida...
Amamos alguém de verdade
Outras vezes rejeitamos esse sentimento
Sentimo-nos fragilizados
Então fechamos o nosso coração
Para não se apaixonar
Por muitos sofrimentos do passado
Declaramos não mais amar.



Quantas vezes na vida...
Não queremos mais esse sentimento
Mesmo assim ele entra no nosso peito
E quando percebemos
Lá esta ele novamente
Inteiramente em nossa mente
Curando as feridas deixadas
Abre as portas do nosso coração
Entra e faz morada
Acerta o alvo em cheio.



Quantas vezes na vida...
Ele invade a nossa alma
Sem pedir permissão ao seu dono
Logo se instala dentro da gente
Começa a tirar o nosso sono
Sem perguntar se queremos ou não
Ignora a nossa razão
Lutamos contra ele até o fim
Com muita determinação
Quantas vezes na vida.
Reagimos a todas as suas investidas
Até fingimos que não amamos ninguém.
Ele insiste
Não desiste
Mas não adianta mais nada
Ficamos cara a cara com ele
É o fim da nossa estrada.



Quantas vezes na vida...
Negamos esse sentimento tão lindo
Mas agora chegou a hora
Pronto, fomos atingidos
Pela flecha do cupido.
E agora o que podemos fazer?
As interrogações começam a aparecer
Não adianta mais fingir
Só resta agora assumir, mesmo sem querer

Estou apaixonado mais uma vez
Meu coração é mesmo sem juízo. 

O contador de histórias

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Nota 9Nota 10
Categoria: Reflexão

O contador de histórias

(Homenagem a Beto Rocha)


Autora: Luana


Um dia... Um velhinho de olhar triste, barba branca e cabelos compridos, caminhava pelo centro da cidade... Ele se chamava Moscou e criava muitas histórias que emocionavam a todos que escutavam.
Moscou trabalhava numa escola que se chamava PRONTOS PARA O FUTURO. Lá contava suas lindas histórias para os alunos, para que meditassem sobre suas vidas. Mas apesar de tudo que fazia, Moscou estava decepcionado. Resolveu então ir morar na floresta encantada e contar suas histórias para os habitantes daquele lugar.
Chegando à floresta Moscou contemplou muitas coisas lindas: animais silvestres, cachoeiras, montanhas, campos cheio de flores muito coloridas, riachos, viu também árvores centenárias. Todas eram árvores exuberantes. Encantado com a floresta foi procurar madeira para fazer uma pequena mesa e um banco. Moscou pegou seu livro e sua caneta, sentou e começou a criar uma história. Quando terminou de escrever, resolveu passear para conhecer melhor a floresta.
Moscou andou, andou e encontrou um belo lago. Ouviu vários gritos:
- Socorro! Socorro!
Correu e viu uma criança se afogando. Viu um galho no chão próximo a uma árvore e jogou para a criança pegar. Moscou era um velho sábio da floresta, mas não tinha força suficiente para puxar a criança da água e começou a pedir ajuda de Deus. De repente sentiu alguém ajudando a puxar a criança. Ao tirá-la da água perguntou:
- Olá, como é seu nome, como você veio parar aqui, cadê sua família?
A criança respondeu:
- Eu estava passeando na cidade, quando fiquei sabendo que o senhor havia ido embora para nunca mais voltar, vi um caminho que dava acesso à floresta e comecei a segui-lo, acabei chegando aqui, minha família está na nossa casa na cidade e meu nome é QUERO VENCER NA VIDA e minha família se chama MEU FUTURO.
Moscou disse:
- Vou levar você para casa.
Ao anoitecer Moscou separou alguns CDs de reflexão para levar pra escola.
Na escola, Moscou chamou alguns alunos que não se comportavam muito bem para a biblioteca e disse-lhes:
- Chamei vocês aqui para que possam refletir sobre suas vidas.
Eles obedeceram e baixaram suas cabeças. Moscou colocou um CD de reflexão e começou a falar de Deus. E eles refletiram.
Ao terminar o expediente Moscou foi até a floresta e fez uma história muito linda falando de uma floresta encantada onde tinha muitas magias. Mas ele não sabia que a floresta da sua história era verdadeira. Também não sabia que homens do governo foram mandados para cortar algumas as árvores para fazer cadernos para as escolas, folhas e compensados, materiais de madeiras e muitas outras coisas.
Ao sair da floresta Moscou deixou seu livro em cima da mesa que ele construiu com muito carinho dentro da imensa floresta. Sentiu um grande arrepio ao chegar a casa e viu que livro não estava com ele. Desesperado voltou até a floresta e ao chegar lá presenciou a mesma sendo destruída pelos homens do governo. Ficou muito triste porque o seu livro também tinha sido destruído junto com a floresta.
Passaram-se três semanas Moscou voltou à floresta e contemplou as árvores mais lindas que ele já tinha visto:
-De onde esta linda floresta surgiu, se eu vi os homens cortando todas as árvores?
Foi então que Moscou ouviu uma voz de trovão que vinha do céu:
- Moscou você é um homem muito sábio e inteligente e por isso vou lhe contar um segredo: já vieram muitos homens do governo cortar as árvores da floresta, mas quanto mais eles as cortam mais nascem dentro da floresta encantada! Eu fiz isso para que pessoas como você, cheia imaginação e sabedoria nunca deixe de criar lindas histórias e nunca pare de contá-las às pessoas, pois eu também contei muita delas para você, lembra? Por isso, tem direito a um pedido. Ah... Está aqui o seu livro SONHO DE LIBERDADE que guardei impedindo de ser destruído pelos homens da floresta. Moscou ficou muito feliz e pediu que voltasse a ser jovem. A pessoa que estava falando com ele naquele momento era Deus. Fez Moscou ser jovem novamente para lhe proporcionar muitos anos de vida, para criar muito mais histórias. E Deus fez cair num sono. Ao acordar Moscou estava jovem de novo e tinha seu livro nas mãos. E tudo o que ele tinha vivido era apenas um grande sonho. Então pegou seu livro de contos UM PASSARINHO ME CONTOU... E escreveu tudo o que tinha vivido dentro da floresta encantada.
Na escola em que trabalhava contou aos alunos à história que ele viveu em um sonho que teve ao lado de DEUS. 

Conto - Lágrimas de um rio

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Categoria: Reflexão

Conto - Lágrimas de um rio
Autor: Beto Rocha

Um velho ribeirinho ia descendo nas águas do rio Acre. Finalzinho de tarde e com seus olhos fitos no alto do céu avistou uma paisagem linda, parecia um quadro pintado por alguém que queria retratar um casamento perfeito entre o sol e o rio, ou o início de uma relação, acompanhada de um crepúsculo ao entardecer além do horizonte, que fascinava qualquer um que passasse naquele momento e contemplasse esse espetáculo da natureza, típico de um verão amazônico. As poucas águas do rio espelhavam com o contraste do sol. Ele carregava na proa da canoa o rancho que levava para passar a semana com sua família, depois de um dia cansativo de trabalho, vinha à cidade todos os dias, vender suas frutas e verduras na feira do mercado, voltava pra sua casa, sempre no final do dia.
Numa altura do rio, já distante da cidade, algo estranho aconteceu, as águas começaram a borbulhar, seguido de um barulho ensurdecedor, como se fosse um gemido de alguém com dor ou um pedido de socorro. As águas, de repente começaram a subir em forma de redemoinhos, cerca de 10 metros de altura e descia semelhante a queda de águas de uma cachoeira, respingando como lágrimas dentro da canoa do velho ribeirinho, molhando assim todo seu rancho. O movimento das águas o impedia de continuar seu caminho, então resolveu atracar a canoa na beira do rio. Cansado e atordoado, por nunca ter visto esse fenômeno acontecer, achava que estava delirando e disse:
- O rio está chorando!
Encostou a canoa na beira da praia, num pau enfiado na areia e ficou sentado, atônito, olhando para o rio. As águas continuavam a subir, se contorcendo pra lá e pra cá com gemidos inexprimíveis. Parecia ser uma forma de protesto pelo que estavam fazendo com ele.
O velho ribeirinho começou a se lamentar, porque sua consciência o acusava:
- Ele está morrendo! O rio está morrendo! Falou consigo mesmo. Nós plantamos tantas frutas e verduras, o que seria da nossa vida, de nossos filhos sem o alimento extraído da margem do rio? Cadê a melancia, o maxixe, o quiabo, o milho, o peixe? O homem do campo e as pessoas da cidade, o que será delas? Será o fim da nossa cidade ou será também o fim da humanidade?
A consciência do velho ribeirinho doía, pois sabia que também tinha contribuído para o coma do rio.
Passou algum tempo e o ribeirinho deitou na praia, esperando as águas se acalmarem, já que não dava para a canoa passar, pois poderia ser virada pelos banzeiros das águas.
Um forte grito:
- Estou morrendo, me ajude! O rio começa a pedir socorro para o velho ribeirinho. Tais gritos ninguém ouvia, a não ser o seu amigo maior, o velho ribeirinho. Parecia que ele, por ser o parente mais próximo do rio, tinha sido escolhido pela própria natureza, para levar o seguinte recado aos quatro cantos da cidade:
- Porque vocês estão me matando? Dizia o rio ao velho ribeirinho, tudo que eu tinha dentro e fora de mim dei a vocês. Ainda cansado e arrependido, o velho continua pensando na fartura, que o rio oferecia aos ribeirinhos há alguns anos! Enquanto o rio fala, o ribeirinho ouve e começa a passar um filme em sua mente, continua refletindo na beira da praia. Seu Manoel falava assim para os seus filhos: “Tião vai pegar água no rio pra fazer o almoço, menino, aproveita e vê se tem melancia madura!” “José, vai colher feijão e arroz!” “Raimundinho, traz o milho para fazer canjica e pamonha!” “Chiquinho, vai pescar, vamos ter visita nesse final de semana aqui em casa!”. Era sexta feira, muita fartura na casa de seu Manoel. Tudo isso tirado dos barrancos do rio Acre.
- Estou desidratado! Continua falando o rio. Tenho pouca água dentro de mim, estou morrendo de sede! Minhas veias estão precisando de água! Os igarapés que se formaram de mim estão poluídos com litros vazios de bebidas, garrafas de refrigerantes e sacolas cheias de lixo, inclusive coisas absurdas como fogões, geladeiras e até carros velhos. Os jovens amantes do rio não estão mais nem aí para mim. As dragas são verdadeiras drogas, estão tirando a areia dos meus pés, me encham logo de água limpa! Estou cansado, cheio de coisas velhas, não tenho mais força para lutar sozinho. Cadê meus peixes, meus jacarés, meus mandis, meus piaus, minhas piracemas, Cadê também meus botos, que até os garotos jogavam pedras neles! Não tenho mais vigor, sinto dor nas minhas entranhas, sei que estou morrendo! As árvores que firmam meu leito através de suas raízes, não existem mais. Nas minhas veias não correm mais nenhum sonho, desceram junto com os balseiros jogados por homens grosseiros. Eu preciso me encher de coisas boas de novo para alimentar meu povo.
O velho ribeirinho recupera-se e levanta, desperta aos poucos e faz a seguinte pergunta ao rio:
- Mas você não é um rio?
- Sim! Responde.
- Mas rio não fala, diz o velho.
O rio responde:
- Só você está me ouvindo, pois estamos distantes do barulho da cidade. Quero que você leve a seguinte notícia: “O rio Acre pede socorro!”
O anúncio circulou por todo o estado através de jornais, rádios e televisão. O Governo se sensibiliza e convoca toda população a comparecer às margens do rio e lá traçarem metas de ação para salvar o rio, pois juntos encontrariam uma solução. A comunidade inteira comparece, o Governador chega e começa o pronunciamento:
- Meus amigos, povo querido do Acre, estamos aqui para dizer que se existe alguém culpado pelo coma do rio, somos todos nós. Portanto, convoco todos a sair de suas casas e andar por toda extensão do rio limpando sua margem e o seu leito. Vamos, também, plantar árvores de ponta a ponta para conter o desbarrancamento. Peço também aos ribeirinhos que não joguem mais dejetos nas suas margens. Iremos proibir através de leis mais severas, que ninguém, em toda sua extensão derrame qualquer tipo de sujeira, sob pena de ser processado e preso imediatamente, sendo crime inafiançável.
Todos cumpriram com suas metas, fazendo exatamente como planejado. O Governador agradeceu a população por todo o empenho.
Passaram-se então dez anos e as pessoas se educaram e se sensibilizaram e não jogaram mais nada nas margens, nem dentro do rio porque agora havia um projeto dos mais audaciosos e sérios que já se ouviu falar. Foram criados sobre toda a extensão postos fiscais permanentes com câmeras de filmar de quilômetro em quilômetro do rio, monitorando todas as pessoas que se aproximavam dele. Havia, também, parques ecológicos, trilhas de passeios, eventos culturais de orientação sobre educação ambiental. Passeios de barcos cadastrados pela Marinha do Brasil, fiscalizados diariamente pelo Corpo de Bombeiros. Havia uma sintonia entre todos, em busca dos mesmos objetivos e propósitos. Agiam como se fossem uma música, sendo composta por uma verdadeira orquestra, as pessoas trabalhavam no mesmo ritmo, como melodia e letra rimavam perfeitamente, pareciam que já se conheciam há muito tempo. Mas tinham se visto pela primeira vez e já estavam apaixonadas, de tanta afinidade que tinham um com o outro, formando assim, um casamento perfeito, entre rio e homens.
Enfim, o resultado em poucos anos apareceu.
O rio agradece dando água de boa qualidade e todos foram felizes por longos anos.
DESABAFO: Esse é o meu rio, não somente meu, mas de todos aqueles que têm uma consciência ambiental com qualidade de vida, voltada para o bem comum de um povo. Esse é o rio dos meus sonhos. É o rio que eu quero para meus filhos e netos! 

Conto - O velho da cabana

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Categoria: Reflexão

O velho da cabana
Autor: Beto Rocha


Um grupo de jovens participou de uma olimpíada de ciências. Foram os vencedores. Como prêmio ganharam um passeio, passariam um final de semana em uma reserva florestal que ficava no pequeno vilarejo de Campo Lindo, aproximadamente 320 km de distância, no extremo sul da Sibéria.
A professora Tereza, providenciou tudo o que precisava inclusive o ônibus. Marcou uma reunião na quinta-feira com os pais às três horas da tarde na escola. Explicou o roteiro da viagem, o intuito, normas, tarefas que os alunos deveriam cumprir, providenciar alimentos e agasalhos, horário da partida, saída prevista para as sete horas da manhã de sexta feira, tudo através de um folheto. Cinco pais desistiram de mandar seus filhos, por ser o lugar muito distante da cidade.
Logo amanhece. É então sexta feira, finalzinho de inverno, um lindo crepuscular se forma além da linha do horizonte, prometendo um grande dia de sol. Eles iriam então conhecer um lugar mágico, conferir in loco o que aprenderam na sala de aula. Uma espécie de aula prática, apesar de ser um passeio dentro da floresta, que com certeza contribuiria muito na formação do intelecto de cada um, traria ricos conhecimentos e mais respeito pela natureza.
Entraram no ônibus e partiram rumo à reserva florestal. Já dentro do ônibus os ‘’mais espertos’’ combinaram logo quem ficaria com quem até o final do passeio, sem o conhecimento da professora é claro.
Em um dos grupos ficou MELISSA que era mais conhecida como uma menina egoísta manipuladora, invejosa, cheia de maldades em seu coração. A mesma tinha um trauma de infância, por ter sido abandonada por seu pai, vivia elaborando planos diabólicos para prejudicar Safira. SAFIRA, que por sua vez era uma menina bonita, inteligente, prestativa e, principalmente temente a Deus, com isso, chamava a atenção dos meninos por causa da sua beleza inconfundível, por isso era alvo de invejas e perseguições. Que na sua saída para o passeio, recebera um bilhete de seu pai para que fosse entregue a Melissa só quando chegasse à reserva. SABRINA era ‘’amiga’’ de Melissa, só por interesse próprio, por isso contribuía para que a mesma praticasse suas maldades. Pois Melissa pagava seu lanche na hora do recreio e também uma sabia os segredos da outra. FERNANDO tinha ciúmes de GABRIEL com Safira, por quem era apaixonado, queria conquistá-la através da força e da violência, vivia tramando planos para afastar Safira de GABRIEL, que, na verdade eram só amigos. E finalmente, GABRIEL, que era como um anjo, todas as pessoas queriam estar perto dele, um rapaz intelectual, culto, carismático, estudioso, conselheiro, mas que todos acreditavam que Safira era apaixonada por ele, porque os dois eram vistos constantemente conversando.
As horas se passaram e finalmente chegaram à reserva. A professora Tereza entregou a autorização para o guarda florestal, depois o mesmo disse que iria ao pequeno vilarejo de Campo Lindo comprar mantimentos e logo voltaria. Final de tarde, só deu tempo montar as barracas próximas umas das outras, para que ninguém se perdesse. Logo escureceu e não dava tempo de fazer mais nada. Jantaram, acertaram tudo para o outro dia e foram dormir.
O sábado chega de uma forma mágica e encantadora, formando lindas paisagens, os alunos contemplando um alvorecer nunca visto por eles. Um presente de Deus para aquele lugar, suas montanhas e campinas cheias de cachoeiras que formavam os rios, passarinhos se alimentando no topo das árvores, cantando lindas melodias e tomando águas que ficavam nas folhas molhadas pelo orvalho da manhã que caia nos campos da reserva. Flores e rosas espalhadas por todo canto, suas pétalas caiam nas águas do riacho perfumando-as, parecia um quadro pintado por um artista num grande dia de inspiração.
A professora reúne os alunos e repassa as informações e pede que não se afastem muito os dos outros. Partiram em grupos de cinco, cada grupo foi para um lado diferente da floresta, mas sempre um pouco próximos, combinaram também um ponto de reencontro. Melissa e Sabrina se afastaram dos outros, cuidaram logo de botar seu plano em prática. Melissa combina com Sabrina e Fernando para tirar a atenção de Gabriel.
Enquanto os outros grupos aproveitavam e curtiam a reserva, Melissa chama Safira para irem pegar água no riacho, pois estava com muita sede. Safira muito prestativa concordou em ajudá-la, mas antes Safira entrega o bilhete a ela, o qual guarda no bolso da calça.
Melissa disse a Safira:
-Fica aí esperando que eu volte, não sai daí Hein. Safira senta-se no alto do barranco, ao lado do riacho, fica admirando toda aquela beleza na natureza. De repente Melissa chega por trás e empurra Safira barranco a baixo e corre para que ninguém a veja, nem a acuse de nada. Safira rola no chão bate a cabeça num pau e desmaia. Melissa volta correndo e passa pelos outros de seu grupo sem Safira. Gabriel sai a procura de sua melhor amiga e também desaparece.
O inesperado acontece, cai uma violenta tempestade, Safira torna com os pingos d’água tocando em seu rosto, levanta atordoada e sai a procura das barracas. Está chovendo muito e ela confunde a direção e perde-se em meio à imensa floresta.
Todos voltam para as barracas, menos Safira e Gabriel que foi procurá-la dentro da mata. A professora sente falta dos dois, pergunta aos alunos, que disseram, Safira está namorando com Gabriel. Afastaram-se por conta própria e se perderam. A professora Tereza resolveu interromper o passeio devido o ocorrido e volta a cidade para procurar ajuda. O guarda ainda não tinha voltado devido à tempestade. O motorista dá a partida e vai estrada a fora. A pista estava molhada e escorregadia, em uma curva aparece no meio da pista uma árvore caída, ele tenta frear, escorrega e capotam várias vezes, caindo num precipício.
Algum tempo depois o guarda florestal passa no local vindo do vilarejo e aciona o corpo de bombeiros. Demoram muito, quando chegam descem o penhasco através de cordas, resgatam todos os corpos, só uma pessoa está aparentemente viva.
Já no hospital ligaram para todas as famílias. Identificaram o nome da única sobrevivente. Seu nome é Melissa. Os médicos disseram a sua mãe, que infelizmente ela iria ficar de cadeira de rodas para o resto de sua vida, porém Melissa ainda não sabia de nada.
Enquanto isso Safira continuava perdida na reserva. Adormeceu num pé de árvore, durante a noite inteira com frio, sede fome e falta de ar causado por uma pneumonia aguda devido passar a noite inteira molhada, porque a mesma sofria com problema de asma. Já era então domingo, cedo da manhã, a menina torna pelos cânticos dos passarinhos, depois houve um segundo barulho de alguém que, supostamente partia lenha. Sai cambaleando, avista uma cabana e na frente um velho de barbas e cabelos brancos como a neve, com seus olhos cor de mel, que apesar de seus cabelos serem brancos, tinha a aparência de um jovem de pouco mais de trinta anos, levando lenha para dentro, pois fazia muito frio naquela região. Safira corre, cai e desmaia mais uma vez, próximo ao monte de lenha. O homem pega ela nos braços e a leva para dentro. Substitui suas roupas molhadas, coloca-a próximo a lareira para aquecê-la, depois lhe dá uma sopa quente com um pedaço de pão, cuida de seus ferimentos com ervas naturais. Depois disso a menina dorme o restante da manhã de domingo, acorda totalmente curada.
Então Melissa lembra-se do bilhete que Safira lhe dera lá na reserva. Depois de alguns instantes, Melissa pede a mãe sua calça comprida que estava em um armário do apartamento do hospital, ainda suja de barro e sangue. Pega o bilhete, diz para sua mãe que gostaria de ficar um pouco só. Lê e o que está escrito: Melissa me perdoe, mas não dá mais para esconder. Estou com uma doença grave e posso morrer a qualquer momento. Gostaria de dizer que Safira é sua irmã. Peço que me perdoe. Beijo de seu pai. Chorando muito e nervosa, chama sua mãe e pergunta, a mesma confirma tudo.
-Mãe acho que eu fiz uma besteira, e conta tudo para sua mãe o que fez com Safira. Arrependida chora amargamente e fala:
-Mãe se a Safira sobreviver irei pedir perdão a ela.
Longe dali Safira se recupera na cabana, por sua vez o velho pergunta se ela quer que ele vá deixa ela em sua casa, a mesma responde que sim, mas como?
-Eu sei de uma estrada de barro que diminui muito o percurso. Diz o velho.
Em seguida escuta a voz de Gabriel, que é ajudado, também pelo o velho da cabana, abraça a amiga Safira, alimenta-se. Enquanto isso o velho vai pegar o cavalo, o qual é chamado pelo seu dono de Apocalipse. Montam no cavalo e partem rumo à cidade. Chegando próximo a Sibéria, pára o cavalo, descem e o velho dá a Safira uma pequena lembrança. Eles dão um abraço demorado, cheio de ternura naquele homem, que os ajudaram muito sem os conhecerem, agradecem por tudo e partem rumo as suas casas.
Logo em seguida Safira resolve abrir o presente. Ela fica surpresa: é um rolo de pergaminho com uma mensagem que diz: ...E EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ A CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS. AMÉM. (Mt 28;20b). Logo em seguida olhou para trás, aquele velho homem tinha desaparecido.
Alguns dias se passaram...
Mesmo sendo distantes, muitos sendo contra, sua mãe resolve ir até aquela reserva florestal para agradecer aquele bom homem por toda ajuda que prestou a Safira, que amou e cuidou como se fosse sua própria filha. Chegando lá, pede o guarda florestal para ir até a cabana, queria agradecer pessoalmente aquele homem. Quando o guarda diz:
-Senhora eu trabalho aqui na reserva a mais de vinte anos, garanto a vocês que essa cabana não existe, mas para tirar suas dúvidas, as levarei até o lugar indicado pela sua filha. Chegando lá, não existia absolutamente nada, a não ser o riacho e a imensa floresta. Quando se lembrou da mensagem escrita que recebera do velho da cabana. Só então Safira se deu conta que tinha passado um dia ao lado do próprio SENHOR JESUS CRISTO.

Pensamento de liberdade

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Categoria: Saudade

Pensamento de liberdade
Autor: Beto Rocha

Coisa linda e bela
Igual uma rosa vermelha
Intactas estão suas pétalas
Como a pureza da natureza
Um ser intocável
Inviolável
Sem defeito
Perfeita
Água cristalina
Linda menina
Sua pele
Seu cheiro
Sinto no ar
Quando a brisa o vento leva
Derrama sua beleza
Na queda de uma cascata
Que cai no mar
Você está longe
Mas perto de mim
Boca cheia de sabor
Onde quase me perco
Seu perfume está
Na viagem de um beija-flor
Quando toca no chão
Deixa cair
Uma rosa vermelha
Minha cinderela
No meu pensamento
Voa a minha liberdade
Em busca da tua presença
O qual passa por mim
Um cheiro de jasmim
Que me deixa embriagado
Totalmente apaixonado
E me sinto a voar
Com o cheiro do mar
Sem limites para sonhar
Acordar
Pensar
E dizer
Isso foi um sonho?
Uma miragem?
Ou uma viagem
Ao desconhecido
Mundo do infinito?
Você existe?

Direito de nascer

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Categoria: Reflexão

Direito de nascer
Autor: Beto Rocha

Oi querida mamãe
Eu....
Ei mamãezinha
Acorde!
Sei que é madrugada
E ainda está dormindo
Mas preciso do silêncio
Essa é a única hora
Que a senhora está me ouvindo.
Sabe mamãe
Eu gostaria de lhe pedir
Que me deixasse nascer
Me dê essa oportunidade
Gostaria muito de lhe conhecer
De andar no seu mundo
Deixa eu nascer perfeito
Toda criança quando nasce
Sei que tem esse direito.
Eu te amo mamãe
Preciso muito de você
Tenho que vir ao mundo
Quero realizar os meus sonhos
As minhas mãozinhas
Já lhe fazem carinhos
Os meus pezinhos
Já querem caminhar
Estou pedindo a senhora
Em forma de uma oração
Não escute maus conselhos
Ouça a batida do meu coração!
Minha querida mãezinha
A minha vida agora
Está em suas mãos
Não tome mais remédios
Ainda é tempo de parar
Um dia  posso ser alguém
Eu tenho direito de sonhar
Não mate uma vida!
Com Deus a senhora vai se encontrar
Nove meses já se passaram,
Estou chorando muito,
Acabei de nascer!
Obrigado mãezinha querida
Por me deixar viver
Sabe o que aconteceu agora?
Por me colocar no mundo
Deus estará sempre com a senhora.

Memórias do Brasil

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Nota 9Nota 10
Categoria: Reflexão

Memórias do Brasil
Beto Rocha

Quem foi que não viu
Os caras pintadas
Nas ruas e nas praças?
Os patéticos políticos
Olhando a desgraça
Os militares sorrindo
Escondendo suas caras
Lembrando das pessoas
Que deixaram sofrendo
Num pau-de-arara?
Quem foi que não viu
As mães do Brasil
Gritando e perguntando
Onde estão os nossos filhos?
Alguém chegava e dizia,
Mataram, eu suponho,
Isso é muito estranho
Sua mãe chorando dizia
Quem pode matar um sonho?
Quem foi que não viu
O povo tinha sede de paz
Não queria comer,
Com a barriga vazia,
Não conseguia dormir
Pintavam o seu nariz
Mesmo assim queria sorrir
Se me chamarem de palhaço,
Charles Chaplin já dizia,
Me colocariam numa categoria
Acima de qualquer político,
Quem foi que não viu
A ditadura militar?
Prendiam e espancavam
Matavam e escapavam
Davam choque elétrico
Havia muita tensão!
Geraldo Vandré já dizia:
Morrer pela a pátria
É viver sem razão
Quem foi que não viu?
O Brasil era um quartel General
Vou ser um astronauta
Não somente um braçal
Quero sonhar mais alto
Com os poderes nas mãos
Marinha, Exército e Aeronáutica
Chico Buarque já dizia:
Agora eu era um rei...
E era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz.
 

Aurora 1

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Categoria: Natureza
Aurora
 

Quem é que chegou agora?
Aurora chegou na hora
Não sei de onde ela vem
Só sei que ela vem me despertar
Mas não posso tocá-la.

Bem de mansinho todas as manhãs ela vem
Tomar café comigo
Bate em minha porta e pergunta
Tem um lugar aqui pra mim?
Quem é você?
Ela me disse: Aurora
Aurora?
Sim, aurora do dia.
Você pode me receber?
Trago em minha bagagem um presente pra você
Abra a janela do quarto
Veja um manto sagrado além do horizonte
Que veste o céu de azul
Formando esse crepúsculo lindo no alvorecer
Ainda há orvalho no alto campo
Acariciando sua pele macia
Sinta o frescor da brisa, que grande magia!
Contemple o sol, veja que lindo amanhecer.
Aquece nele o teu rosto do frio de ontem.

Quem chegou agora?
Aurora chegou na hora
Não sei de onde ela vem
Só sei que ela vem me despertar
Mas não posso tocá-la.

Então, olhei mais de perto
Quase dou com o rosto no chão
O meu olhar mudou de direção
Mas não deu muito certo
Vejo-a passar por mim
Trouxe com ela a mais linda primavera
Uma pequena flor de jasmim
Ainda me lembro dela
Um perfume ao vento se espalhava
Exalava entre os lírios do vale
Um aroma suave invadia a natureza
Tem um cheiro das ervas do campo
Até o beija-flor ficou com ciúmes
Seu sorriso doce como um favo de mel
Todos querem te tocar
É como um rio de água doce
Um cacho de uvas frescas é como se fosse
Vermelha como carmesim.

Quem chegou agora?
Aurora chegou na hora
Não sei de onde ela vem
Só sei que ela vem me despertar
Mas não posso tocá-la.

Primeira e última vez...

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Categoria: Amor


Primeira e última vez...



Autor: Beto Rocha
  

Na primeira vez que te vi
Meu primeiro olhar me traiu
Minha primeira aproximação
Primeiro toque em suas mãos
Primeiro beijo no rosto
Primeiro abraço quente
Primeiro desejo de repente aconteceu
Nasce o primeiro sentimento no meu coração
Nesse momento tento fingir que não é comigo
Mesmo assim minha alma é cúmplice de mim
Minha primeira busca em segredo
Primeiro céu sem chuva
Primeiro crepúsculo lindo
Primeiro dia sem medo
Primeira manhã calma
Primeira tarde sem chuva
Enfim, nosso caminhar livre como os pássaros.
Nesse primeiro momento, tudo me assusta, só penso em fugir pra bem longe.
De repente uma folha começa a vagar em nossa direção, são nossas testemunhas.
Como se quisesse companhia de dois seres que se perderam na plenitude de um infinito sentimento
O vento a sopra para junto de nós,
Já não estamos mais sozinhos neste lugar
Minha primeira maçã proibida
Sinto-me como réu sendo julgado pelo tempo perdido
Meu primeiro sol me aquece timidamente
Agora definitivamente meu coração se esquece de mim
O vento leva tudo embora e tira a minha razão de sonhar
Minha visão agora é turva
Eu não a vejo mais caminhando mais nessa estrada
Sinto-me incapaz de raciocinar, estou inseguro.
Diante das circunstâncias, não vejo mais nenhuma saída.
Oh! Deus acelera o tempo e faça-o passar mais depressa
Agora estou delirando, minha voz emudece não me reconheço mais.
Perco-me de mim mesmo, não sei mais quem sou.
N a última vez que te vi
A primeira lágrima cai
Primeira saudade dói
Primeira perda acontece
Meu primeiro choro me entristece
Agora a chuva cai lá fora
Os pingos da chuva se confundem com meu pranto
À tarde já sem sol esta chorando por mim
Minha primeira solidão atinge o meu âmago
Sua primeira ausência eu sinto frio
Minha primeira dor no coração vazio
Minha primeira noite de luar escuro
Primeiro sonho sozinho parece mais um pesadelo.
Primeiro inverno antes do tempo acontece
Minha primavera sem flor
Primeiro arco-íris é preto e branco
Minha primeira noite no deserto
Primeiro rio sem água corrente
Separando duas vidas num só coração
Minha primeira saudade
Primeiro outono
Minha primeira noite sem sono
Primeiro vento sem força
Meu primeiro céu sem estrelas
Primeiro livro sem história
Meu primeiro conto sozinho
Primeira poesia triste
Minha primeira noite gelada
Vou seguir o meu caminho até o fim da estrada
As madrugadas no deserto do sofrimento são frias, meu corpo não vai suportar.
Não sei para onde ir, estou sem raciocínio.
Perdido em meio à escuridão das montanhas do coração
Finalmente o dia dá um sinal de alerta
Um novo horizonte chegou na hora certa
Finalmente encontrei a direção
Meu coração começa a reagir
Na primeira e última vez que te vi
Hoje tenho absoluta certeza
O vento levou você de mim.


Dama da noite 2

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Nota 7Nota 8
Nota 9Nota 10
Categoria:

Dama da noite

Autor Beto Rocha

Dama da noite...
Desnuda-te de tua ostentação
Oculta está na timidez das ruas
Que seduz o âmago da alma
Na via verde da vida, ilusão
Um dia na cama, insana tu és
No silencio na noite sedução
Revela tua face voraz
Tira a máscara de espinhos
E cobre o teu corpo nu
Desce esses degraus de vidro
Que cortam tua alma ferida.

Dama da noite...
Volúpias noites de prazer
Não venda o teu corpo fugaz
Constante amante de alguém
Terás um apocalipse de dor
Ou o último cálice de sangue
Na última dose de amor
Letal perfume do pecado
Se vista com o manto da inocência
Não mate o amor infinito daqueles
De quem um dia a dama na cama
Ainda sonha com ele.

Dama da noite...
Acorda o teu corpo sem alma
Apaga a luz vermelha do quarto e se acalma
O crepuscular do dia chegou
Tira as algemas das mãos
Dama da prostituição
Liberta os corações acorrentados
Apaga da mente os que te pagam
Enterra o teu passado de uma vez
Não saia com o teu último freguês
Um dia foste dama
Na cama de qualquer um.

Devaneios da alma

Nota 1Nota 2
Nota 3Nota 4
Nota 5Nota 6
Nota 7Nota 8
Nota 9Nota 10
Categoria: Saudade

Devaneios da alma



Quisera eu...
Em meus devaneios
No meio da noite não viessem
Ah! Minha alma quimera
Deveras valessem a pena
Pena que não veio quem era
Sonhos outrora adormecidos
Não despertasse, fossem esquecidos
Antes de o sol raiar.

Quisera eu...
Fossem os meus pensamentos belos
Não pesadelos, delírios nas madrugadas
Um coração que rejeita
Sofre mas não aceita
Uma alma ferida
Ah! Se as flores nos campos nascessem
Antes de a primavera chegar.

Quisera eu...
No meio de tantas utopias
Quem me dera sonhar
Com o vôo do beija-flor
O canto do sabiá
Numa pequena flor de maracujá
O dia voltasse a brilhar
Antes de a chuva cair.

Quisera eu...
Agora a chuva já cai lá fora
A aurora chega na hora
E eu aqui dormindo em minha cama
O tempo chora por mim
São só lágrimas que caem, molhando o meu travesseiro
Eu acordo pela manhã, estou sozinho
Chorando de saudades de você.

Oh! Tu linda mulher

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Nota 5Nota 6
Nota 7Nota 8
Nota 9Nota 10
Categoria: Amor
Oh! Tu linda mulher

Beto Rocha

Oh tu linda mulher...
Que encanta
o mais duro coração
na mais bela poesia
tu és inspiração.
Tu que me destes
os meus melhores dias
as maiores alegrias
da minha mocidade.
Oh tu linda mulher...
Que na plenitude do teu alvorecer
esquecestes a vaidade do tempo
dessa juventude inquieta
que vive os melhores momentos
brincando com os sentimentos.
Oh tu linda mulher...
Que quebrastes os meus segredos
de muitos devaneios e medos
tu que és bela açucena
a aurora das flores
que exala o mais suave perfume
dos mais perfeitos amores.
Oh tu linda mulher...
Que dorme por mim
os meus pesadelos
e carrega pra si as minhas insônias
e ainda assim
me fazes o ser mais feliz.
Oh tu linda mulher...
Que és a raiz
e cresce dando esperança
e dizes sem arrogância
ame como uma criança.
Oh tu linda mulher...
Me destes o fruto do bem
que  deixas saudades em alguém
e só diz o que convém
quem faz  agente sonhar
os mais belos horizontes
e vive os últimos instantes
plantando amor nos corações?
Só tu linda mulher...




Encanto do luar

Nota 1Nota 2
Nota 3Nota 4
Nota 5Nota 6
Nota 7Nota 8
Nota 9Nota 10
Categoria: Amor
Encanto do luar
Beto Rocha

Canto da lua
brilho da noite
lindas sombras escuras
caminhando sem corpo
não há quem impeça
somente a água do mar
gente ausente
mente a voar
luz a brilhar
o pensamento cria
encantos de fantasia
noite a vagar
nós sem sair do lugar
cheiro de gente
gente sem rosto
sem rumo
a lua nos guia
seu corpo brilha
o amor nos persegue
rainha do mar
a brisa nos abraça
convida-nos a entrar
o dia amanhece
nada existe
somente a água
sou um  grão de areia
linda lua
na rua
no ar
no mar...
Encanto do luar.



Nosso segredo 1

Nota 1Nota 2
Nota 3Nota 4
Nota 5Nota 6
Nota 7Nota 8
Nota 9Nota 10
Categoria: Amor
Nosso segredo
Beto Rocha

Nossa chave
nossa casa
nossa vida
nosso amor
nosso coração
nossa razão
nossa noite
nossa proteção
nosso momento
nossa oração
nosso conforto
nossa alma
nosso dormir
nosso sonhar
nosso acordar
nosso agradecer
nossos planos
nossa realidade
nossa saudade
nosso instante
nosso toque
nossas mãos
nossos carinhos
nossos beijos
nossos desejos
nosso cantinho
nossa cama
nosso corpo
nossa chama
nosso medo
nossa esperança
nosso horizonte
nossa fantasia
nossa poesia
nosso livro
nosso conhecimento
nosso mundo
nosso tudo
nossa relação
nosso segredo
nossa paixão.

 
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